sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Comunicado do cabo José Maria Bettencourt


"Na sequência da notícia lançada hoje no Farpas Blogue, que noticiava uma futura transição de Cabo, e o posterior comunicado do GFA Aposento da Moita, venho pessoalmente esclarecer os mesmos de maneira a evitar mal entendidos.

O cenário de transição foi, depois de muita ponderação uma intenção minha, que mais tarde foi então conversada com o grupo actual tendo em vista uma preparação para tal ocorrência e permitindo a melhor sucessão possível de maneira a salvaguardar os interesses do GFA Aposento da Moita.

Confirmo assim uma intenção de transição da minha parte, contudo não existe ainda um futuro Cabo nem uma data possível para tal, sendo que o mais provável será Maio de 2019 e não em Setembro deste ano.

A razão de não existir nenhum sucessor, tal como foi noticiado, provém do facto de o grupo ter como intenção uma preparação de vários elementos para que mais tarde se possa então proceder à eleição de um futuro Cabo e pelo facto de esta intenção ser bastante recente e o grupo querer proceder a uma transição natural e cuidadosa.

Os rumores surgiram de facto de uma conversa entre o Miguel Alvarenga e dois ex Cabos do Grupo (José Manuel Pires da Costa e João Simões), que segundo sei confirmaram a minha intenção mas sem anunciar um sucessor ou qualquer data para tal acontecimento.

Apresento também as minhas desculpas pelo facto de ter contribuído para algum mal entendido, no que toca ao facto de não ter anunciado esta intenção publicamente, no sentido de proteger o Grupo e permitir uma transição calma, serena e absolutamente interna o que veio a provar-se impossível.

O Miguel Alvarenga, enquanto jornalista e amigo, sempre respeitou o GFA Aposento da Moita e ele próprio também assumiu o erro de não ter contactado o Cabo, nem o Leonardo Mathias para confirmar o rumor.

Quero com este comunicado esclarecer os mal entendidos, e contribuir assim para o bom ambiente na Tauromaquia e assegurar que não existem quaisquer tipo de ressentimentos com nenhum dos intervenientes neste episódio.

Deixo ainda esclarecido que o ambiente vivido no GFA Aposento da Moita é o mais saudável.

José Maria Bettencourt"

sexta-feira, 8 de junho de 2018

A corrida da Feira de Maio, por Diogo Perdigão

Inicio esta crónica com um especial agradecimento ao nosso grande amigo “Bão”, que tão simpaticamente nos acompanha sempre e dá voz e visibilidade ao grupo através do seu Blog, e que me convidou a escrever estas linhas.

A tarde era de especial emoção para mim, pois foi a última tarde que me vesti de forcado enquanto elemento activo e uma vez mais repetia-se a efeméride do aniversário do Glorioso Aposento da Moita.

Diogo Perdigão
O cartel composto por seis cavaleiros confessemos que não era o grande atractivo, mas a repetição dos toiros de Veiga Teixeira e a alternância em praça com os forcados amadores da Moita foi o que mais expectativa deixava pairar.

O grupo estava muito motivado, repleto de novos elementos, com “ganas” da oportunidade chegar, e para três deles chegou neste dia. O Marco Ventura e Filipe Santos e o Ivan tiveram a graça de se poderem fardar pela primeira vez em tão nobre praça como é a Daniel do Nascimento. Espero que continuem a valorizar e a sentirem-se sempre responsáveis pela jaqueta que vestem e que têm o peso de 43 anos aos ombros. Certamente serão bem sucedidos e o cabo Zé Maria contará convosco por muitas temporadas.

Dos três toiros que nos tocaram em sorte, o primeiro “astado” com o peso de 470kg, negro de capa, foi pegado pelo cabo José Maria Bettencourt. O exemplo vem de cima e como tão bem o conhecemos não nos espanta estes detalhes do Zé Maria. Com um cite calmo e tranquilo, com o grupo cá atrás, carregou o toiro quando decidiu, recuou ao compasso do toiro e reuniu de uma forma dura com o toiro a por a cara alta mas em que o grupo prontamente ajudou e fechou sem grandes dificuldades. Estava assim dado o exemplo com o primeiro toiro pegado à primeira tentativa.

Ao segundo toiro pegado pelo nosso grupo, saltou o Leonardo Mathias, conhecido por todos nós como Tato. Com um cite a mandar cá de trás, a deixar-se ver e a citar de frente, carregou no sítio em que quis mandar vir, recuou e reuniu com superior técnica. Bem ajudado pelo grupo, em especial nas segundas e terceiras ajudas, foi consumada a pega ao primeiro intento.

Para encerrar a nossa actuação pegou o Rúben Serafim. A vontade de fechar com chave de ouro era enorme mas tal não se verificou, resultando em seis tentativas para que o grupo tivesse a pega como consumada. O toiro cresceu, ganhou sentido e complicou a tarefa principalmente aos ajudas, terminando a pega com pouco brilhantismo de forma sesgada, mas com enorme valentia demonstrada pelo nosso “Broas”.

O prémio em disputa para a melhor pega foi entregue ao grupo rival, na sua primeira pega. Consumaram as suas duas primeiras pegas ao primeiro intento e a terceira à quinta tentativa.

E como as corridas só terminam no jantar, seguiu-se um jantar cheio de ambiente com convidados, amigos e namoradas, em que se provou que o grupo está firme e com “sede” de triunfos que certamente acontecerão vários ao longo da temporada.

Já com saudades, agora só posso garantir que continuarei por perto e a garantir que hei-de acompanhar sempre que possa o melhor grupo do mundo por estas praças fora com o orgulho imenso de ter vestido a nossa jaqueta!

Pelo Ap Moita!
Vai acima, vai abaixo
Vai ao meio e Bota abaixo!

Diogo Perdigão