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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

domingo, 7 de outubro de 2018

Crónica de Alcácer do Sal


Numa tarde de outono veraneante, a praça de toiros João Branco Núncio, em Alcácer do Sal, preencheu cerca de meia casa (principalmente no lado da sombra).
O Aposento da Moita partilhou cartel com os Amadores de Montemor, para enfrentar toiros da ganadaria Jorge Mendes.

Os toiros pisaram todos a arena com muita pata (à excepção do primeiro), mas rapidamente foram gastando as “pilhas”.

Ao Aposento da Moita estavam destinados os 2º, 4º e 6º toiros, com pesos de 500kg, 550kg e 555Kg, respectivamente.

Para o primeiro toiro do lote “moitense” foi escolhido o forcado João Gomes, que brindou ao público e iniciou um cite bonito, mostrou-se ao toiro e no momento da reunião aguentou ao limite para se fechar à córnea com o restante grupo a ser coeso nas ajudas.

Para a cara do primeiro toiro da segunda metade da corrida foi o forcado Leonardo Mathias, que citou bem, colocou o toiro com ele, mas no momento da reunião o toiro “despachou” o forcado que se tentou fechar à córnea.
Na segunda tentativa, novamente bem no cite, novamente o forcado a fechar-se à córnea e o toiro não derrotou, mas empurrou até às tábuas, local onde a pega pôde finalmente ser consumada.
A fechar a tarde/noite, Martim Afonso Carvalho. Esteve bem a citar o toiro, com a calma que o caracteriza, reuniu bem com um toiro que marrou baixo e fechou-se na perfeição para não mais sair. Este último toiro também empurrou, deixou ajudas pelo caminho, tendo a pega sido consumada nas tábuas.

Os três toiros foram rabejados por Fábio Matos.


João Bão

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Crónica da corrida da Feira da Moita 2018

A corrida de quinta feira nocturna da Moita é, por norma, o ponto alto da temporada do Aposento da Moita. Numa temporada em que (estranhamente) as oportunidades não têm sido muitas, esta seria uma (espécie de) prova de fogo.

A confiança entre os elementos do grupo era enorme e não estavam errados, pois a noite foi de triunfo.

Numa “Daniel do Nascimento” cheia (mas não esgotada), o cabo José Maria Bettencourt deu o exemplo e foi para a cara do primeiro “Passanha” da noite.
Começou o cite dando mais de meia praça ao oponente, citou com classe, autoritário a colocar o toiro consigo. Ao carregar a sorte, o toiro arrancou, humilhou e permitiu que o José Maria se fechasse à barbela, efectivando assim a primeira pega da noite.

Para a cara do segundo toiro foi escolhido o jovem Marcos Prata.
O “franzino” Marcos foi decidido e confiante para a cara do toiro que no momento da reunião parece ter feito um “estranho”, mas a vontade de lá ficar era imensa.
Fechou-se à córnea, aguentou ser arrastado pela arena, aguentou um forte derrote e manteve-se sempre agarrado à córnea do toiro, com o grupo a ajudar de forma eficaz. Estava assim consumada a primeira pega do Marcos com a jaqueta do Aposento da Moita, saindo no entanto lesionado.

Para fechar a primeira parte da corrida, havia o terceiro toiro para pegar, tendo sido escolhido o (já) experiente João Ventura.
O João foi com vontade de “despachar” a sorte e tentou ter o toiro com ele desde início. O toiro que parecia ter fixado o forcado, acabou por se desinteressar, tendo o João que voltar a captar a atenção do hastado. Depois de o conseguir, não houve sequer oportunidade para carregar, pois o toiro arrancou-se de pronto e a pega foi exemplarmente consumada à primeira tentativa.

O quarto toiro da noite foi pegado por Leonardo Mathias, forcado experiente, já com provas dadas e que esteve elegante no cite. Na primeira tentativa tentou fechar-se à barbela, mas o toiro veio de cara por baixo e dificultou a entrada dos ajudas, deixando o forcado da cara por terra. Na segunda tentativa, com o toiro noutros terrenos, o Leonardo entrou nos terrenos do toiro, conseguiu “sacar-se” exemplarmente, e agarrou-se para não mais sair. Consumou assim à segunda tentativa com boa ajuda de Manuel Mendes.

Para o quinto toiro, duas despedidas.
O excelente ajuda (um dos melhores dos últimos anos em praças lusas) Bernardo Cardoso decidiu que era chegada a hora da despedida e quis fazê-lo na cara de um toiro. Teve como parceiro, no adeus, outro grande ajuda do grupo, José Maria Ferreira “Zó”.
O Bernardo, que além de excelente ajuda foi também óptimo cernelheiro, citou em passo rápido, mas a mostrar-se bem ao toiro. Entrou-lhe nos terrenos, recuou pouco, mas fechou-se com uma vontade enorme. Boa a ajuda do José Maria Ferreira e do restante grupo. Um adeus com chave de ouro para ambos, que deram volta à arena com o cavaleiro.

O escolhido para executar a pega ao sexto toiro foi Martim Afonso Carvalho. Um forcado polivalente, que já tinha ajudado nos cinco toiros anteriores.
O Martim esteve bem no cite e mesmo tendo tropeçado ao recuar, conseguiu fechar-se à barbela do toiro que entrou com pata pelo grupo e que só foi parado nas terceiras ajudas.

Em sétimo lugar havia um novilho para pegar e o escolhido foi João Gomes. O João é pequeno, “franzino”, mas cheio de garra e já mostrou noutras ocasiões que é um forcado com quem se deve sempre contar.
Após uma primeira tentativa em que o novilho vai aos joelhos do forcado da cara e uma segunda onde os ajudas parecem não ter chegado a tempo, a pega acabou por ser consumada à terceira tentativa.

Nota final para Luís Fera, um “veterano” das arenas, que rabejou com mestria os 6 toiros e o novilho, sempre de sorriso no rosto, contagiando a bancada e também todo o grupo.

O grupo recebeu uma enorme ovação no fim da corrida.


João Bão


sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Comunicado do cabo José Maria Bettencourt


"Na sequência da notícia lançada hoje no Farpas Blogue, que noticiava uma futura transição de Cabo, e o posterior comunicado do GFA Aposento da Moita, venho pessoalmente esclarecer os mesmos de maneira a evitar mal entendidos.

O cenário de transição foi, depois de muita ponderação uma intenção minha, que mais tarde foi então conversada com o grupo actual tendo em vista uma preparação para tal ocorrência e permitindo a melhor sucessão possível de maneira a salvaguardar os interesses do GFA Aposento da Moita.

Confirmo assim uma intenção de transição da minha parte, contudo não existe ainda um futuro Cabo nem uma data possível para tal, sendo que o mais provável será Maio de 2019 e não em Setembro deste ano.

A razão de não existir nenhum sucessor, tal como foi noticiado, provém do facto de o grupo ter como intenção uma preparação de vários elementos para que mais tarde se possa então proceder à eleição de um futuro Cabo e pelo facto de esta intenção ser bastante recente e o grupo querer proceder a uma transição natural e cuidadosa.

Os rumores surgiram de facto de uma conversa entre o Miguel Alvarenga e dois ex Cabos do Grupo (José Manuel Pires da Costa e João Simões), que segundo sei confirmaram a minha intenção mas sem anunciar um sucessor ou qualquer data para tal acontecimento.

Apresento também as minhas desculpas pelo facto de ter contribuído para algum mal entendido, no que toca ao facto de não ter anunciado esta intenção publicamente, no sentido de proteger o Grupo e permitir uma transição calma, serena e absolutamente interna o que veio a provar-se impossível.

O Miguel Alvarenga, enquanto jornalista e amigo, sempre respeitou o GFA Aposento da Moita e ele próprio também assumiu o erro de não ter contactado o Cabo, nem o Leonardo Mathias para confirmar o rumor.

Quero com este comunicado esclarecer os mal entendidos, e contribuir assim para o bom ambiente na Tauromaquia e assegurar que não existem quaisquer tipo de ressentimentos com nenhum dos intervenientes neste episódio.

Deixo ainda esclarecido que o ambiente vivido no GFA Aposento da Moita é o mais saudável.

José Maria Bettencourt"

sexta-feira, 8 de junho de 2018

A corrida da Feira de Maio, por Diogo Perdigão

Inicio esta crónica com um especial agradecimento ao nosso grande amigo “Bão”, que tão simpaticamente nos acompanha sempre e dá voz e visibilidade ao grupo através do seu Blog, e que me convidou a escrever estas linhas.

A tarde era de especial emoção para mim, pois foi a última tarde que me vesti de forcado enquanto elemento activo e uma vez mais repetia-se a efeméride do aniversário do Glorioso Aposento da Moita.

Diogo Perdigão
O cartel composto por seis cavaleiros confessemos que não era o grande atractivo, mas a repetição dos toiros de Veiga Teixeira e a alternância em praça com os forcados amadores da Moita foi o que mais expectativa deixava pairar.

O grupo estava muito motivado, repleto de novos elementos, com “ganas” da oportunidade chegar, e para três deles chegou neste dia. O Marco Ventura e Filipe Santos e o Ivan tiveram a graça de se poderem fardar pela primeira vez em tão nobre praça como é a Daniel do Nascimento. Espero que continuem a valorizar e a sentirem-se sempre responsáveis pela jaqueta que vestem e que têm o peso de 43 anos aos ombros. Certamente serão bem sucedidos e o cabo Zé Maria contará convosco por muitas temporadas.

Dos três toiros que nos tocaram em sorte, o primeiro “astado” com o peso de 470kg, negro de capa, foi pegado pelo cabo José Maria Bettencourt. O exemplo vem de cima e como tão bem o conhecemos não nos espanta estes detalhes do Zé Maria. Com um cite calmo e tranquilo, com o grupo cá atrás, carregou o toiro quando decidiu, recuou ao compasso do toiro e reuniu de uma forma dura com o toiro a por a cara alta mas em que o grupo prontamente ajudou e fechou sem grandes dificuldades. Estava assim dado o exemplo com o primeiro toiro pegado à primeira tentativa.

Ao segundo toiro pegado pelo nosso grupo, saltou o Leonardo Mathias, conhecido por todos nós como Tato. Com um cite a mandar cá de trás, a deixar-se ver e a citar de frente, carregou no sítio em que quis mandar vir, recuou e reuniu com superior técnica. Bem ajudado pelo grupo, em especial nas segundas e terceiras ajudas, foi consumada a pega ao primeiro intento.

Para encerrar a nossa actuação pegou o Rúben Serafim. A vontade de fechar com chave de ouro era enorme mas tal não se verificou, resultando em seis tentativas para que o grupo tivesse a pega como consumada. O toiro cresceu, ganhou sentido e complicou a tarefa principalmente aos ajudas, terminando a pega com pouco brilhantismo de forma sesgada, mas com enorme valentia demonstrada pelo nosso “Broas”.

O prémio em disputa para a melhor pega foi entregue ao grupo rival, na sua primeira pega. Consumaram as suas duas primeiras pegas ao primeiro intento e a terceira à quinta tentativa.

E como as corridas só terminam no jantar, seguiu-se um jantar cheio de ambiente com convidados, amigos e namoradas, em que se provou que o grupo está firme e com “sede” de triunfos que certamente acontecerão vários ao longo da temporada.

Já com saudades, agora só posso garantir que continuarei por perto e a garantir que hei-de acompanhar sempre que possa o melhor grupo do mundo por estas praças fora com o orgulho imenso de ter vestido a nossa jaqueta!

Pelo Ap Moita!
Vai acima, vai abaixo
Vai ao meio e Bota abaixo!

Diogo Perdigão